quinta-feira, 11 de junho de 2015

Diário de Bordo: 1,2,3 Clássicos - Ônibus Biblioteca, Jardim Guaraú!



Primeira apresentação: Ansiedade!
Chegamos pra nossa primeira apresentação e ninguém sabia - O que fazer? Comer.
Como era nossa primeira apresentação, chegamos todos sem almoçar e com uma hora de antecedência. Por quê não almoçar? Fomos comer no "Marmitex do Val" (acho que era esse nome) e quando a gente voltou a boa notícia: Uma sala viria nos assistir! Ufa, escapamos de ter que apresentar para as pombas, que eram um público razoável, mas acredito que instável, elas voam demais.

Tudo preparado, vamos começar! 


"É uma menina", escutei durante o galope inicial do espetáculo. O público era composto por crianças de aproximadamente 4 anos e elas tinham um imaginário próprio. E nesse imaginário palhaço é homem. Quantas funções são ocupadas por homens nesse imaginário? Qual o papel da mulher? O que pode? O que não pode? Os olhos fascinados mostravam que o "1,2,3 Clássicos" era importante para aquelas crianças naquele momento. Não satisfeita, uma das estudantes sentiu a necessidade de reafirmar minha condição feminina. "Você é palhaça menina" "Sou" "Você é linda".

Aquela menina se sentiu representada e empoderada. Existe palhaça menina SIM! E se reclamar vai ter mais! 


-Ele vai jogar água em você -grita uma criancinha pra Capitu. Eu faço 'psiu!' com a boca, pedindo cumplicidade, mas não rolou! Quando levo um banho de água fria do Otto, outra criança grita: -Bem feito -e repete mais duas vezes. 
Por dentro estava muito feliz, por fora tinha que mostrar que estava horrorizado, fazia parte da brincadeira.

No fim, outra sala de alunos chega e pede pra gente dar uma palhinha, e pensamos 'por quê não?'
E todos gritam: Cavalinhos, cavalinhos, cavalinhos!

E o relinchar começa, e nós nos posicionamos e recomeçamos.

Pra quem só tinha as pombas, fazer -quase- duas sessões é uma benção palhacística. 

Alessandro Aguipe/ Guaianazes
Tamara Borges/ Capitu





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